Em tempos de pandemia, os profissionais da educação
precisaram se reinventar e adotar novas estratégias pedagógicas para continuar
possibilitando o aprendizado dos seu alunos através das mídias digitais. Em
Queimadas, a Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) incentiva seus professores
a desenvolverem projetos inovadores e a professora Jocilene Alves Barbosa é um
destes exemplos de sucesso.
Jocilene é professora da Educação Infantil na Escola Municipal
João Ferraz, no sítio Ferraz, e durante o ano letivo 2020 foi motivada pela proposta
temática da SEDUC para adotar a fotografia como ferramenta pedagógica de
incentivo à criatividade e à aprendizagem dos seus alunos. Ela desenvolveu o
projeto “Apreciando fotografias, revivendo memórias, partilhando emoções e
construindo saberes” e no último dia 31 de março foi premiada com o Prêmio Educação Infantil 2020,
promovido pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal com o apoio da UNDIME e do
Itaú Social que reconheceu as boas práticas de professores da durante a
pandemia.
O prêmio selecionou as 100 boas práticas que mais se
destacaram entre os projetos inscritos de todo o país. Os educadores premiados
participarão de um curso de formação sobre a BNCC-Educação Infantil
especialmente criado pelo Instituto Singularidades, além de uma premiação em
dinheiro.
Ao receber o resultado, Jocilene falou sobre a emoção de ter
o trabalho reconhecido a nível nacional. “Primeiramente é um sentimento de
gratidão, por ter persistido em meio às dificuldades que a pandemia nos trouxe
e ainda assim ofertar um ensino de qualidade, rico na produção de saberes
partilhados de maneira on-line com meus alunos. Também fico muito emocionada em
estar representando a classe dos professores que se reinventam todos os dias
para levar o conhecimento a cada lar”, disse a professora.
SOBRE O PROJETO
O primeiro passo do projeto foi abordar a história da
fotografia junto aos alunos através das aulas remotas. Em seguida, a professora
partilhou com a turma algumas fotografias de sua infância e incentivou os
alunos a fazerem o mesmo através de videochamadas.
O próximo passo foi solicitar que as crianças, com o auxílio
dos pais, tirassem fotos de sua localidade para socializar com a turma e
construir câmeras fotográficas de brinquedo a partir de materiais reciclados,
para estimular a criatividade.
Com o resultado das atividades, foram realizados jogos para
analisar diferenças nas fotografias e um chá da tarde, momento das crianças com
suas famílias para rever e apreciar os álbuns de fotos da família. Por fim, as
crianças fizeram um relato oral de suas experiências e como o projeto marcou
cada uma.
De acordo com a professora Jocilene, o projeto garantiu
principalmente o direito da criança de interagir, aprender e socializar seus
conhecimentos, mesmo que em casa através das aulas remotas. “Outro direito que
evidenciamos bastante foi as relações de amor e proteção por parte dos pais e
familiares, pois buscamos gerar vínculos afetivos em todas as atividades
propostas, dando vez e voz à criança como protagonista de sua aprendizagem”, destacou.