“Demos início as ações de prevenção ao suicídio há alguns dias e temos trabalhado diretamente com as pessoas mais suscetíveis segundo estudos e dados que temos sobre o assunto. Além do trabalho que temos desenvolvido nas escolas, também temos realizado reuniões e capacitações com os professores dessas escolas que são os que passam mais tempo com os adolescentes, até muito mais que os próprios pais”, destacou a coordenadora do Caps, Rachell Farias.
Para Rachell, as ações de prevenção ao suicídio, são de suma importância e asseguram que o trabalho possa ser desenvolvido em conjunto com profissionais das demais Secretarias municipais que compõem a gestão, para que todos busquem lidar com tais problemas de maneira mais eficiente, uma vez que os sintomas podem ocorrer a qualquer momento e com qualquer pessoa.
“Nosso trabalho é de suma importância e se torna mais importante ainda quando podemos agir em parceria com as demais Secretarias municipais, abordando sobre esse assunto, os fatores de riscos, como os adolescentes devem se portar diante desses sintomas e como podem agir para ajudar aos colegas ou vizinhos que possam estar passando por algo que possa vir a passagear o ato”, explicou Rachell.
Simultaneamente, a equipe de profissionais da Saúde mental, esteve reunida com os professores das duas escolas municipais, na Câmara Municipal de Queimadas, onde trataram também do assunto referente a prevenção ao suicídio. Tanto Rachel Farias quanto a diretora da Escola Vital do Rego, Maria das Neves disseram ter pretensão de manter a assiduidade das ações durante todo o ano, já que existem registros de casos recorrentes, tanto de automutilação como de depressão entre alguns jovens no município. As atividades estão sendo desenvolvidas no período da manhã e tarde.
A psiquiatra do Caps, Tatiana Almeida disse que o suicídio é a segunda causa de morte mundial de jovens entre os 15 e 25 anos. Ela informou ainda que no Brasil, ela é a terceira causa. “Por isso mesmo, a importância de podermos realizar esses tipos de ações não apenas com os adolescentes, mas principalmente com os professores, pois sabemos que uma grande parte da adolescência é passada na escola, e aí os pais convivem menos com os adolescentes. Então nessa chamada da sociedade para lidar com esse problema que é a saúde pública, o professor é essencial nesse processo”, pontuou.